segunda-feira

Tocar

O gesto de levar a mão que segura um dedo e toca na pele onde o coração está, um dedo que sente o coração a bater e a fazer-se sentir. Se retirares a mão que segura o dedo, consegues continuar com a mesma sensibilidade e natureza tocar no teu coração? Eu gostava de tocar no coração sem ser através de um dedo...

sábado

terça-feira

Ar

O que transportam as tuas mãos...

segunda-feira

tudo

Para onde vai tudo aquilo que não existe?

sábado

Ligação

É através do corpo que o ser humano tem a possibilidade de tornar visível, sensível tudo aquilo que os seus olhos vêm e que têm uma consequência sensível na sua experiência, na sua percepção.
O seu corpo é a sua ligação ao mundo e a sua possibilidade de transmutar aquilo que lhe vai na alma. O corpo deve apresentar-se como um entrançado de visão e movimento.

O que é que nós não vimos, mas existe?
O que existe e nós não vimos?
Qual é o uso que nós fazemos da visão?


Para onde vai tudo aquilo que deixámos de ver, de olhar?



O olho passeia pelas coisas da natureza.

O caminho do olho que olha as coisas necessita de um treino diário, um domínio do olhar que olha, que quer ver, que necessita de ver, que vê o mundo e as suas cristalizações da mesma forma que o homem habita a sua casa.
O olhar dos artistas lançado sobre as coisas, o seu modo do fazer, tudo é resultado da sua visão e do modo como lançam os olhos ao mundo.

quarta-feira

Interior

No interior das coisas há um silêncio, que mantém uma ligação com a essência.
São as próprias coisas, pertencentes ao mundo físico, que nos chamam e apelam para dentro delas mesmas, para serem olhadas, observadas e sentidas; enquanto Homens com sentidos, é o nosso dever faze-lo.